Radar Oficial do Emprego Formal — Junho de 2026
Uma leitura editorial dos dados oficiais do Novo CAGED, produzida pelo Empregando Brasil a partir das bases disponibilizadas pelo PDET para destacar os movimentos que mais marcaram o mercado de trabalho no período.
Fonte: PDET - Ministério do Trabalho e Emprego. Os relatórios estatísticos do PDET podem ser divulgados com até dois meses de defasagem em relação à competência analisada, e este radar acompanha esse calendário oficial de consolidação.
Junho de 2026 fechou com +144.502 postos formais, o dobro do saldo de maio. Logística, indústria e fruticultura puxaram o resultado, com São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro à frente.
Leitura editorial
Radar do Emprego Formal — Junho de 2026
O mercado de trabalho formal brasileiro registrou saldo positivo de +144.502 postos em junho de 2026, resultado de 2.218.911 admissões contra 2.074.409 desligamentos. O desempenho representa um salto de +100,2% em relação ao saldo de maio (+72.168), com 72.334 vagas líquidas a mais na comparação mensal.
Ocupações em destaque positivo
- Alimentador de linha de produção — saldo de +20.461 (alta de 16,4% frente a maio)
- Auxiliar de logística — saldo de +20.156, com crescimento expressivo de 74,9% no mês
- Trabalhador no cultivo de árvores frutíferas — saldo de +9.130, disparando +163% na comparação mensal, reflexo da safra
- Assistente administrativo — saldo de +6.357, avanço de 281,3% sobre maio
- Técnico de enfermagem — saldo de +4.835 (+42,9%)
Ocupações com maior perda de postos
- Supervisor administrativo — saldo de −3.109 (melhora de 35,7% frente ao resultado negativo de maio)
- Gerente administrativo — −2.109 postos
- Professor de ensino superior na área de prática de ensino — −1.514, revertendo saldo positivo de maio (+54)
- Pedreiro — −1.135, aprofundando a perda registrada no mês anterior
Destaques por estado e cidade
São Paulo liderou com +34.955 postos (+91,9% vs. maio), seguido por Minas Gerais (+20.801, +133,1%) e Rio de Janeiro (+16.864). Mato Grosso apresentou a maior aceleração relativa entre os dez primeiros: +671,7%, saltando de +1.070 para +8.257 vagas líquidas. Paraná (+8.484) e Distrito Federal (+5.506) também se destacaram com crescimentos acima de 180%.
Entre as cidades, São Paulo/SP (+8.867), Rio de Janeiro/RJ (+7.588) e Brasília/DF (+5.506) ocuparam o pódio. Curitiba/PR reverteu saldo negativo de maio (−356) para +2.100 em junho. Matão/SP registrou +2.653 postos, alta de 339,2%, impulsionada pela fruticultura.
Sinais salariais
| Ocupação | Salário médio de admissão |
|---|---|
| Diretor de tecnologia da informação | R$ 40.625,82 |
| Diretor de recursos humanos | R$ 39.650,18 |
| Diretor comercial | R$ 37.426,09 |
| Gerente de desenvolvimento de sistemas | R$ 20.741,64 |
| Médico da estratégia de saúde da família | R$ 19.851,95 |
As maiores altas salariais mensais foram observadas em Professor de ciências exatas e naturais do ensino fundamental (+65,1%), Varredor de rua (+48,9%) e Atleta profissional de futebol (+46,6%). Supervisores de manutenção eletromecânica e analistas de informações também registraram reajustes acima de 40%.
Nota metodológica
Leitura editorial dos microdados do Novo CAGED (competência 06/2026), disponibilizados pelo PDET. Cobertura salarial de 99,7% das admissões (2.212.590 registros). Rankings de alta salarial consideram apenas ocupações com ao menos 100 admissões nos dois meses comparados.
Resumo do período
Ocupações com maior saldo
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Alimentador de linha de produção +20.461
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Auxiliar de logistica +20.156
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Faxineiro +11.339
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Servente de obras +10.057
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Trabalhador no cultivo de árvores frutíferas +9.130
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Atendente de lojas e mercados +7.320
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Auxiliar de escritório +6.425
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Assistente administrativo +6.357
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Auxiliar nos serviços de alimentação +5.437
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Técnico de enfermagem +4.835
Ocupações com maior pressão negativa
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Supervisor administrativo -3.109
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Gerente administrativo -2.109
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Gerente de loja e supermercado -1.939
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Supervisor de vendas comercial -1.638
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Professor de ensino superior na área de prática de ensino -1.514
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Gerente comercial -1.393
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Instrutor de auto-escola -1.145
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Gerente de vendas -1.137
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Pedreiro -1.135
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Trabalhador da cultura de milho e sorgo -879
UFs com maior saldo
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SP +34.955
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MG +20.801
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RJ +16.864
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BA +8.986
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PR +8.484
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MT +8.257
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PE +6.161
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DF +5.506
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CE +5.291
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MA +4.949
Cidades com maior saldo
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São Paulo/SP +8.867
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Rio de Janeiro/RJ +7.588
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Brasília/DF +5.506
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Osasco/SP +5.203
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Fortaleza/CE +3.768
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Manaus/AM +3.047
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Matão/SP +2.653
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Recife/PE +2.651
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Salvador/BA +2.473
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Curitiba/PR +2.100
Sinais salariais do recorte
Cobertura estimada das admissões com recorte salarial robusto: 99.7%.
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Diretor de tecnologia da informação R$ 40.625,82
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Diretor de recursos humanos R$ 39.650,18
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Diretor comercial R$ 37.426,09
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Diretor de marketing R$ 30.257,23
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Diretor de produção e operações da indústria de transformação, extração mineral e utilidades R$ 26.940,10
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Diretor financeiro R$ 26.664,06
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Diretor administrativo e financeiro R$ 22.130,61
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Gerente de desenvolvimento de sistemas R$ 20.741,64
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Médico da estratégia de saúde da família R$ 19.851,95
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Gerente de riscos R$ 18.923,32
Maiores altas salariais
Para reduzir distorções, o ranking de maiores altas considera apenas ocupações nacionais com pelo menos 100 admissões no mês atual e no mês anterior.
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Professor de ciências exatas e naturais do ensino fundamental +65.1%
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Varredor de rua +48.9%
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Atleta profissional de futebol +46.6%
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Limpador de fachadas +43.3%
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Treinador profissional de futebol +43.2%
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Supervisor de manutenção eletromecânica industrial, comercial e predial +40.6%
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Analista de informações (pesquisador de informações de rede) +40.2%
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Professor de língua portuguesa do ensino fundamental +39.4%
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Escrevente +35.5%
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Agente fiscal de qualidade +35.2%