Radar Oficial do Emprego Formal — Abril de 2026
Uma leitura editorial dos dados oficiais do Novo CAGED, produzida pelo Empregando Brasil a partir das bases disponibilizadas pelo PDET para destacar os movimentos que mais marcaram o mercado de trabalho no período.
Fonte: PDET - Ministério do Trabalho e Emprego. Os relatórios estatísticos do PDET podem ser divulgados com até dois meses de defasagem em relação à competência analisada, e este radar acompanha esse calendário oficial de consolidação.
Brasil criou +85,2 mil empregos formais em abril/26, mas ritmo caiu 62,6% frente a março. Motoristas de caminhão e técnicos de enfermagem foram os únicos destaques a acelerar contratações no mês.
Leitura editorial
Radar do Emprego Formal — Abril de 2026
O mercado de trabalho formal brasileiro registrou saldo positivo de +85.205 postos em abril de 2026, resultado de 2.267.602 admissões contra 2.182.397 desligamentos. Embora o saldo permaneça no campo positivo, houve uma desaceleração expressiva frente a março: queda de 62,6% (−142.714 vagas líquidas a menos que no mês anterior).
Ocupações que mais geraram vagas
- Alimentador de linha de produção — saldo de +12.274 (recuo de 48% ante março)
- Servente de obras — +11.604 (−36,3%)
- Faxineiro — +11.534 (−52,5%)
- Motorista de caminhão (rotas regionais e internacionais) — +10.383, único entre os líderes a crescer frente ao mês anterior (+18,1%)
- Técnico de enfermagem — +5.247, também em alta mensal (+6,7%)
Ocupações com maior perda de postos
- Vendedor de comércio varejista — saldo de −7.658, revertendo o resultado positivo de março (+1.472)
- Trabalhador da cultura de cana-de-açúcar — −6.143 (sazonalidade da entressafra)
- Trabalhador no cultivo de árvores frutíferas — −3.752
- Supervisor administrativo — −3.225
- Gerente de loja e supermercado — −2.277
Destaques por estado e cidade
São Paulo liderou em volume absoluto com +20.198 postos, seguido por Rio de Janeiro (+11.720), Minas Gerais (+8.991), Bahia (+8.459) e Goiás (+5.924). Todos os dez principais estados mantiveram saldo positivo, mas com forte desaceleração — SP recuou 70,2% e SC caiu 79,2% em relação a março.
Entre as cidades, Rio de Janeiro/RJ (+4.958), Brasília/DF (+4.199), Osasco/SP (+4.023) e Recife/PE (+3.744) encabeçaram o ranking. Destaque para Formosa/GO (+1.467) e Morrinhos/GO (+1.313), que registraram crescimento percentual muito acima da média.
Sinais salariais
Os maiores salários médios de admissão ficaram com cargos de diretoria: Diretor de recursos humanos (R$ 39.395,70), Diretor de tecnologia da informação (R$ 35.761,73) e Diretor comercial (R$ 35.337,51). Na área de tecnologia, Gerente de desenvolvimento de sistemas registrou média de R$ 19.626,78.
As maiores altas salariais mês a mês foram observadas em Secretário-executivo (+54,7%), Professor de ensino superior na área de orientação educacional (+54,0%), Diretor geral de empresa e organizações (+40,7%) e Auxiliar de prótese dentária (+38,5%).
Contexto geral
Abril consolidou o 12º mês consecutivo de saldo positivo no emprego formal, porém com ritmo significativamente menor que março. A desaceleração foi generalizada — atingiu a maioria das ocupações, estados e cidades —, sugerindo uma acomodação natural após o forte impulso do primeiro trimestre. O setor de transporte rodoviário e a área de saúde foram exceções, mantendo ou ampliando a geração de vagas.
Resumo do período
Ocupações com maior saldo
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Alimentador de linha de produção +12.274
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Servente de obras +11.604
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Faxineiro +11.534
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Motorista de caminhão (rotas regionais e internacionais) +10.383
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Auxiliar de escritório +7.208
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Auxiliar de logistica +6.719
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Atendente de lojas e mercados +6.231
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Técnico de enfermagem +5.247
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Auxiliar nos serviços de alimentação +4.866
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Recepcionista, em geral +4.395
Ocupações com maior pressão negativa
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Vendedor de comércio varejista -7.658
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Trabalhador da cultura de cana-de-açúcar -6.143
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Trabalhador no cultivo de árvores frutíferas -3.752
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Supervisor administrativo -3.225
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Gerente de loja e supermercado -2.277
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Gerente administrativo -2.181
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Operador de máquinas de beneficiamento de produtos agrícolas -2.176
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Instrutor de auto-escola -1.888
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Trabalhador agropecuário em geral -1.847
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Supervisor de vendas comercial -1.826
UFs com maior saldo
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SP +20.198
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RJ +11.720
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MG +8.991
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BA +8.459
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GO +5.924
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DF +4.199
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ES +3.611
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CE +3.510
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SC +3.508
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PE +3.339
Cidades com maior saldo
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Rio de Janeiro/RJ +4.958
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Brasília/DF +4.199
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Osasco/SP +4.023
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Recife/PE +3.744
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Salvador/BA +2.821
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Fortaleza/CE +2.358
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Belo Horizonte/MG +1.706
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Formosa/GO +1.467
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Morrinhos/GO +1.313
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Manaus/AM +1.240
Sinais salariais do recorte
Cobertura estimada das admissões com recorte salarial robusto: 99.7%.
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Diretor de recursos humanos R$ 39.395,70
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Diretor de tecnologia da informação R$ 35.761,73
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Diretor comercial R$ 35.337,51
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Diretor geral de empresa e organizações (exceto de interesse público) R$ 27.105,43
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Diretor financeiro R$ 23.133,97
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Diretor de marketing R$ 22.235,66
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Diretor de planejamento estratégico R$ 21.448,45
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Diretor administrativo e financeiro R$ 19.650,65
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Gerente de desenvolvimento de sistemas R$ 19.626,78
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Gerente de grandes contas (corporate) R$ 18.689,28
Maiores altas salariais
Para reduzir distorções, o ranking de maiores altas considera apenas ocupações nacionais com pelo menos 100 admissões no mês atual e no mês anterior.
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Secretário - executivo +54.7%
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Professor de ensino superior na área de orientação educacional +54.0%
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Diretor geral de empresa e organizações (exceto de interesse público) +40.7%
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Auxiliar de prótese dentária +38.5%
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Auditor (contadores e afins) +37.9%
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Professor leigo no ensino fundamental +35.3%
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Técnico de enfermagem de terapia intensiva +34.1%
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Montador de equipamentos elétricos (elevadores e equipamentos similares) +34.0%
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Diretor de mídia (publicidade) +31.8%
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Mestre (indústria de máquinas e outros equipamentos mecânicos) +30.3%